Rendimento fixo ou variável: diferenças e como escolher 

Escolher entre rendimento fixo ou variável é uma das primeiras decisões de quem quer investir e melhorar as suas finanças pessoais. 

Cada opção tem riscos, vantagens e níveis de retorno diferentes. Por isso, entender estas diferenças ajuda a definir uma estratégia de investimento adequada ao perfil e aos objetivos financeiros de cada um. 

O que é rendimento fixo? 

O rendimento fixo, ou renda fixa, é um tipo de investimento em que o investidor sabe, logo à partida, qual será o retorno, durante quanto tempo e em que condições o capital será devolvido.  

Na prática, o investidor “empresta” dinheiro ao Estado ou a empresas e recebe juros em troca. 

É uma opção associada à estabilidade e ao baixo risco, sendo comum entre perfis conservadores. 

Tipos de rendimento fixo 

Entre os principais tipos de rendimento fixo, destacam-se: 

1. Rendimento fixo público

Inclui produtos emitidos pelo Estado, tais como: 

  • Certificados de Aforro; 
  • Obrigações do Tesouro; 
  • Outras dívidas públicas. 

Têm risco reduzido e elevada previsibilidade, já que o pagamento está garantido pelo Governo. 

2. Rendimento fixo privado

Emitido por empresas, e inclui: 

  • Obrigações privadas; 
  • Papel comercial; 
  • Títulos corporativos. 

Regra geral, oferecem juros mais altos, mas também apresentam maior risco, porque dependem da saúde financeira da empresa emissora. 

Vantagens do rendimento fixo 

Entre as principais vantagens de investir em rendimento fixo, destacam-se: 

  • Estabilidade e previsibilidade: sabe quando e quanto vai receber; 
  • Baixo risco: sobretudo quando o emissor é o Estado; 
  • Boa opção para curto prazo ou objetivos específicos. 


Desvantagens do rendimento fixo
 

Apesar das vantagens, existem alguns aspetos menos positivos a considerar do investimento em renda fixa, tais como: 

  • Retorno limitado: costuma render menos do que o rendimento variável; 
  • Inflação: pode reduzir o valor real do retorno; 
  • Pode exigir investimentos mínimos. 

O que é rendimento variável? 

O rendimento variável, ou renda variável, inclui investimentos em que não há garantia de retorno. Ou seja, o valor aplicado pode subir ou descer conforme o desempenho das empresas e as condições do mercado. 

Esta é a opção mais adequada para investidores dispostos a aceitar mais risco em troca de retornos potencialmente mais elevados. 

Tipos de rendimento variável 

Entre os principais tipos de investimento em rendimento variável, os mais populares são: 

1.Ações

Ao comprar ações, o investidor passa a ser “proprietário” de uma parte da empresa. Deste modo, o ganho pode vir de: 

  • Valorização das ações; 
  • Dividendos distribuídos.

    2. Fundos de investimento eETFs 

Permitem investir em vários ativos ao mesmo tempo, reduzindo o risco individual. 

  • Fundos de ações: gestão ativa, com maior pesquisa e rotação de carteira; 
  • ETFs: replicam índices e têm comissões mais baixas. 

Vantagens do rendimento variável 

Ao investir em soluções de rendimento variável, estará a investir em: 

  • Alta rentabilidade potencial: sobretudo a longo prazo; 
  • Diversificação: útil para equilibrar a carteira e reduzir riscos globais; 
  • Possibilidade de ganhos através de dividendos.
     

Desvantagens do rendimento variável 

Por sua vez, investir em renda variável acarreta: 

  • Maior risco: o investidor pode perder parte ou todo o capital; 
  • Volatilidade: oscilações intensas a curto prazo; 
  • Resultados que dependem do mercado e da gestão das empresas. 

Rendimento fixo ou variável: as diferenças essenciais 

Investir em rendimento fixo ou variável apresenta algumas diferenças no que concerne à rentabilidade, risco e previsibilidade. 

Para entender melhor, veja o quadro-resumo abaixo. 

Tipo de rendimento 

Rentabilidade 

Risco 

Previsibilidade 

Rendimento fixo 

Retorno previsível e limitado. 

Baixo risco. 

Sabe-se quando e quanto se recebe. 

Rendimento variável 

Retorno incerto, mas com potencial mais elevado. 

Risco elevado devido à volatilidade. 

Depende das oscilações do mercado. 

Que tipo de investidor escolhe rendimento fixo ou variável? 

Regra geral, o investidor conservador privilegia a segurança e valoriza a previsibilidade. Logo, a sua opção será a renda fixa para proteger o capital. 

Por outro lado, o investidor agressivo tolera a volatilidade e foca-se nos ganhos a longo prazo. Portanto, a sua escolha será o rendimento variável para maximizar os ganhos. 

Quanto ao investidor moderado, uma vez que procura equilíbrio nos seus investimentos, juntará as soluções de rendimento fixo e variável para controlar o risco e aumentar o retorno. 

Como decidir entre rendimento fixo e variável? 

Embora a estratégia de investimento seja algo muito individual, existem alguns passos que o ajudam a escolher qual o tipo de investimento que deve fazer: 

1. Avaliar o perfil de risco

Antes de investir, analise qual a sua tolerância perante a rentabilidade, o risco e a previsibilidade. 

Com base na resposta, terá o seu perfil de investidor: conservador, moderado ou agressivo. 

2. Definir o horizonte de investimento

  • Curto prazo: rendimento fixo (mais estável); 
  • Longo prazo: rendimento variável (maiores retornos acumulados). 

3. Clarificar objetivos financeiros

Pergunte-se a si próprio: 

  • Precisa de liquidez em breve? 
  • Quer preservar capital ou fazer crescer a longo prazo? 
  • Aceita ver oscilações fortes na sua carteira? 

4. Diversificar sempre

Combinar os dois tipos de rendimento é, na maioria dos casos, a estratégia mais inteligente. 

O que deve fazer antes de começar a investir? 

Investir não começa na escolha do produto. Antes disso, é essencial criar uma base sólida que o ajude a tomar decisões seguras e alinhadas com a sua realidade financeira. 

Estes são os passos que não deve ignorar: 

1. Organizar o orçamento

Antes de aplicar dinheiro, é importante saber quanto ganha, quanto gasta e quanto consegue realmente poupar todos os meses. 

Além disso, deve prestar atenção à sua taxa de esforço, sobretudo se tem dívidas a pagar. 

Ter o orçamento controlado evita que invista valores que depois possa precisar. 

2. Criar um fundo de emergência

Este é o passo mais importante. O ideal é ter entre 3 e 6 meses de despesas essenciais guardados numa conta separada. 

Sem este fundo, qualquer imprevisto obriga-o a resgatar investimentos, muitas vezes com perdas. 

3. Liquidar dívidas com juros elevados

Juros elevados “comem” qualquer rendimento que o investimento pudesse gerar. 
Por isso, priorize pagar: 

  • Créditos pessoais; 
  • Prestações com taxas acima da média. 

Resolver estas dívidas aumenta automaticamente a sua margem financeira. 

4. Definir objetivos claros

Saber para quê está a investir ajuda a escolher o produto certo. 

Exemplos de objetivos: 

  • Poupança para curto prazo; 
  • Compra de casa; 
  • Reforma; 
  • Criar rendimento extra. 

Objetivos diferentes exigem estratégias diferentes. 

5. Conhecer o seu perfil de risco

Cada pessoa reage de forma diferente às oscilações do mercado.  

Existem três perfis principais: 

  • Conservador: prefere segurança e rendimento fixo; 
  • Moderado: combina risco controlado e potencial de retorno; 
  • Agressivo: aceita volatilidade para procurar ganhos mais elevados. 

Saber qual é o seu ajuda a evitar decisões impulsivas. 

6. Informar-se bem antes de investir

Aprender o básico faz toda a diferença. Por isso, invista tempo em: 

  • Ler sobre produtos financeiros; 
  • Perceber conceitos-chave; 
  • Comparar opções; 
  • Esclarecer dúvidas com profissionais. 

Quanto mais conhecimento tiver, melhor será a decisão. 

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Invista com segurança e tranquilidade 

Compreender as diferenças entre rendimento fixo ou variável é essencial para investir de forma consciente.  

O rendimento fixo garante estabilidade e previsibilidade, enquanto o rendimento variável pode gerar retornos mais elevados, mas envolve maior risco.  

Ao analisar o tipo perfil, objetivos e horizonte temporal, é possível construir uma estratégia equilibrada e alinhada com as necessidades financeiras. 

Se necessário, consulte um profissional para definir a melhor combinação para a sua carteira. 

Perguntas frequentes sobre rendimentos fixo e variável

O que é rendimento fixo e para que serve?

O rendimento fixo é um tipo de investimento em que já sabe, à partida, quanto vai receber em juros e quando o capital será devolvido.  

É uma boa opção para objetivos de curto prazo ou para equilibrar uma carteira de investimentos mais arriscada. 

O rendimento variável envolve mais risco porque depende das oscilações do mercado e do desempenho das empresas.  

Embora não exista garantia de retorno, estes produtos podem oferecer ganhos mais elevados no longo prazo. O risco varia consoante o tipo de ativo, o setor e a estratégia utilizada. 

A escolha depende do seu perfil de risco, dos objetivos financeiros e do prazo do investimento. 

  • Para estabilidade e segurança: rendimento fixo; 
  • Para retornos mais elevados e horizonte longo: rendimento variável. 
    A maioria dos investidores combina ambos para equilibrar risco e rentabilidade. 

Nem sempre. Como os juros são definidos antecipadamente, a inflação pode reduzir o valor real do retorno.  

Alguns produtos oferecem taxas ajustadas à inflação, mas a maioria não protege totalmente o poder de compra. 

Sim. Aliás, é a estratégia mais recomendada para quem pretende equilibrar segurança e crescimento.  

O rendimento fixo ajuda a estabilizar a carteira, enquanto o rendimento variável aumenta o potencial de valorização a longo prazo. 

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Clara Sá e Cunha

Departamento de Comunicação e Marketing da Bravo.

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