Economia doméstica: como controlar os gastos do dia a dia 

A economia doméstica é um dos pilares da estabilidade financeira de qualquer família. 

Quando os gastos estão controlados, o stress diminui e a qualidade de vida melhora, pois as finanças pessoais estão controladas. 

Neste artigo, entenda o que é a economia doméstica, como organizar o orçamento familiar e quais as melhores estratégias para poupar de forma simples e consistente. 

O que é economia doméstica? 

A economia doméstica refere-se à gestão dos recursos financeiros dentro de um lar. Inclui tudo o que envolve entradas, saídas e poupanças, desde contas da casa até despesas variáveis do dia a dia. 

Embora seja muitas vezes usada como sinónimo de “economia familiar”, a economia doméstica foca-se mais na gestão prática e operacional: contas, recibos, compras, alimentação, energia e serviços.  

Por sua vez, a economia familiar pode abranger aspetos de longo prazo, como heranças, investimentos ou património. 

Na prática, a economia doméstica significa organizar o dinheiro para que os rendimentos cubram as despesas, permitindo uma vida equilibrada e garantindo margem para poupar e enfrentar imprevistos. 

Porque é que uma boa gestão da economia doméstica é tão importante? 

Gerir bem o dinheiro da casa traz benefícios diretos para toda a família. Uma boa gestão permite: 

1. Evitar o sobre-endividamento

Quando se sabe exatamente quanto se ganha e quanto se gasta, é mais fácil tomar decisões responsáveis sobre compras maiores, empréstimos ou créditos. 

Deste modo, evita-se o sobre-endividamento e garante-se uma saúde financeira saudável. 

2. Criar um fundo de emergência

Uma economia doméstica organizada facilita pôr de lado pequenas quantias todos os meses, criando uma reserva que protege a família em caso de imprevistos. 

3. Reduzir o stress financeiro

Ter margem no orçamento permite viver com mais tranquilidade, planear projetos familiares e aproveitar atividades de lazer sem culpa nem pressão. 

Por outro lado, uma gestão descuidada pode levar ao acumular de dívidas, ao atraso em contas essenciais e a conflitos dentro do lar. Como resultado, há maior risco de não conseguir pagar as dívidas. 

Como controlar as contas da casa de forma eficaz 

Controlar a economia do lar exige consistência. Para isso, há várias formas de registar despesas e acompanhar o que entra e sai todos os meses. 

1. Métodos tradicionais

A forma mais simples é usar um caderno de apontamentos, anotando diariamente todas as despesas. Não é a mais rápida, mas funciona para quem gosta de um método manual. 

Outra opção é recorrer a folhas de cálculo, como Excel ou Google Sheets. Permitem categorias, fórmulas automáticas e maior detalhe no registo. 

2. Ferramentas digitais

Atualmente existem várias aplicações que facilitam a gestão financeira, tais como: 

  • Apps de orçamento doméstico; 
  • Apps bancárias com categorização automática; 
  • Software de gestão familiar com relatórios e previsões. 


Estas ferramentas enviam alertas quando um limite é ultrapassado e permitem acompanhar despesas em tempo real.
 

Para manter o controlo, o ideal é rever o orçamento uma vez por semana e atualizar os movimentos.  

Comparar preços de serviços essenciais também ajuda a poupar: energia, telecomunicações, seguros ou combustíveis. 

Como criar um orçamento familiar passo a passo 

Um orçamento familiar claro ajuda a visualizar o dinheiro disponível e a identificar onde é possível poupar. 

Para criar um, deve: 

1. Identificar todos os rendimentos

Inclui salário, comissões, apoios, rendas, trabalhos extra ou qualquer entrada regular. 

2. Organizar as despesas

Divida os gastos em três categorias: 

  1. Fixos: renda, hipoteca, eletricidade, água, gás, seguros, internet; 
  2. Variáveis: alimentação, transportes, lazer, roupa; 
  3. Ocasionais: reparações, consultas, manutenção do carro, material escolar. 

Contabilize também a gestão do cartão de crédito ou outros gastos com créditos. 

3. Atribuir um valor máximo a cada categoria

Define limites mensais realistas. O objetivo é evitar que as despesas variáveis destruam o orçamento ou que afetem a sua taxa de esforço. 

4.Criar um objetivo de poupança

O ideal é poupar 10% a 20% dos rendimentos mensais. Se não for possível, comece com um valor menor e aumente gradualmente. 

5. Rever tudo no final do mês

Compare o que planeou com o que realmente gastou permite ajustar o orçamento conforme necessário. 

Este processo ajuda a planear não só o dia a dia, mas também metas maiores, como comprar um carro, mudar de casa ou poupar para estudos. 

6 estratégias simples para poupar na economia doméstica 

Poupar no dia a dia não significa viver com restrições, significa tomar decisões conscientes, ajustar hábitos e encontrar oportunidades para gastar melhor e com mais propósito.  

Existem várias formas simples de melhorar a economia doméstica, mesmo sem aumentar os rendimentos, tais como: 

1. Reduzir gastos desnecessários

Rever subscrições que já não usa, comparar tarifas de telecomunicações ou energia e analisar contas duplicadas é uma forma rápida de cortar despesas.  

Pequenos ajustes mensais acumulam poupança ao longo do ano. 

2. Baixar o consumo de energia

Optar por lâmpadas de baixo consumo, desligar aparelhos em stand-by e aproveitar a luz natural reduz a fatura de eletricidade.  

São mudanças simples que fazem diferença no orçamento. 

3. Planear refeições e evitar desperdício alimentar

Criar um menu semanal, fazer uma lista de compras e aproveitar promoções ajuda a controlar uma das maiores categorias de despesa: a alimentação. Assim evita compras por impulso e reduz o desperdício. 

4. Reutilizar, reparar e comprar em segunda mão

Reparar artigos, trocar roupas entre familiares ou adquirir produtos usados permite diminuir custos sem comprometer a qualidade.  

Além disso, contribui para um estilo de vida mais sustentável. 

5. Definir metas de poupança claras e realistas

Estabelecer objetivos concretos, como guardar 20€ por semana ou juntar 500€ por ano, ajuda a manter o foco e acompanhar o progresso.  

Metas simples aumentam a motivação e facilitam a disciplina financeira no dia a dia. 

6. Renegociar dívidas para aliviar o orçamento

negociação de dívidas é uma das formas mais eficazes de reforçar a economia doméstica.  

Reduzir taxas, ajustar prazos ou negociar descontos liberta dinheiro que pode ser direcionado para o fundo de emergência ou para objetivos importantes.  

Juros altos pesam demasiado no orçamento e, ao serem revistos, criam margem para poupar de forma consistente. 

Como a Bravo pode ajudar a negociar dívidas? 

Bravo analisa a sua situação financeira, identifica quanto pode pagar por mês e negocia diretamente com os credores para conseguir descontos significativos no valor em dívida. Trata de todo o processo por si, evitando contactos com bancos ou empresas de cobrança.  

Com acompanhamento contínuo e um plano realista, a Bravo ajuda-o a liquidar dívidas e a recuperar a sua estabilidade financeira. 

Faça a gestão da sua economia doméstica com maestria 

A economia doméstica é a base de uma vida financeira equilibrada. Conhecer os gastos, planear o orçamento e envolver toda a família permite tomar decisões mais conscientes e evitar dívidas desnecessárias.  

Com organização, tecnologia e pequenos hábitos consistentes, qualquer família pode transformar a sua relação com o dinheiro e criar uma base sólida para o futuro. 

Para libertar-se das dívidas e recuperar a folga financeira de que tanto precisa, conte com as soluções da Bravo. 

Perguntas frequentes sobre economia doméstica

O que é, afinal, economia doméstica?

É a gestão do dinheiro dentro de um lar, incluindo rendimentos, despesas e poupanças

Registe todos os gastos, categorize-os e defina limites mensais para cada área. 

O ideal é entre 10% e 20% dos rendimentos, mas qualquer valor já ajuda. 

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Clara Sá e Cunha

Departamento de Comunicação e Marketing da Bravo.

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